Viúva Negra: o clichê que importa

Dirigido por Cate Shortland, Viúva Negra é o que se espera dentro de uma narrativa de super-herói. Ele tem alguma novidade? Não. Ele acrescenta algo dentro do universo MCU? Acredito que não. Mas ele é bom? Claro que sim. Justamente por escolher o formato deste gênero “heroico”, o filme agrada e entretém por escolher a zona de conforto, ainda mais por se tratar de uma produção que é esperada, especialmente pelas fãs da personagem, há muito tempo.

Neste filme, muito pouco é explorado da origem de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) que, desde criança, foi treinada para se tornar uma super espiã. Logo, cresceu obedecendo ordens para matar e afins. O que reflete bastante no vazio emocional que ecoa na personagem que, desde que a conheci, sempre foi de poucos sorrisos e, também, está sempre em prol do próximo. Seja lutando por uma causa ou defendendo alguém, Natasha não tem uma personalidade carismática o suficiente e nem uma vida pessoal que justifique um filme solo neste universo cinematográfico. Ela era apenas o que os outros precisavam e nunca teve seu verdadeiro protagonismo. 

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E neste longa, Natasha, finalmente tem uma causa que pode chamar de sua, já que diz respeito ao seu passado e a possibilidade de evitar de que outras jovens tenham um destino semelhante ao seu. E para dar um toque humano à personagem, nada mais certeiro do que resgatar aqueles por quem ela ainda tem uma lembrança carinhosa. Como é o caso da sua irmã adotiva, Yelena (Florence Pugh), que chega para ser o contraste da personalidade séria de Natasha. Yelena, assim como Melina (Rachel Weisz) e Alexei (David Harbour), são os elementos que trazem o alívio cômico, o toque emocional e, claro, a força extra na história de Natasha para derrotar o verdadeiro “vilão” da sua vida.

Por mais clichê que seja, eu fico satisfeita com a Viúva Negra. Demorou para ser lançado? Sim. Ela merecia mais? Com certeza. Eu vou exaltar toda vez que tiver um filme solo de uma personagem feminina deste universo? Com toda a certeza que sim. Mas só se for bom, claro. Sim, estou falando com você, Mulher-Maravilha 1984

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