O grito silencioso em A Assistente

Esnobado na temporada de premiações, A Assistente é um daqueles filmes que merecia mais reconhecimento, mas também uma atenção especial de todos. O filme acompanha 24 horas do dia de Jane (Julia Garner), uma aspirante a produtora de cinema, que consegue o emprego dos sonhos como assistente júnior de um poderoso magnata do entretenimento. No entanto, conforme Jane segue sua rotina diária, ela começa a perceber todos os abusos que envolvem seu ambiente de trabalho e sua posição profissional.

Apesar de retratar o universo do cinema, a história pode ser compatível com qualquer ambiente tóxico dominado por homens. Até confesso que me enxerguei em uma das várias situações que Jane passa e precisa aguentar quieta pois, todos nós temos sonhos e boletos para pagar. Mas, claro, o filme escrito e dirigido por Kitty Green também serve para refletir o quão errado são os diversos comportamentos, atitudes e abusos de quem está no poder e como o tratamento é diferenciado entre homens e mulheres em posições inferiores.

O filme é silencioso, tudo é na base da observação, nos detalhes, do medo de fazer a coisa certa. A Assistente é um filme resposta em decorrência do movimento #MeToo em Hollywood, mas será que quem deveria assistir, sentiu o cutuque? A Assistente tá disponível no Amazon Prime Vídeo.

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