Gramado: A Chave do Vale Encantado dedica-se à imaginação infantil

A Chave do Vale Encantado foi exibido no Festival. Foto: Reprodução / YouTube

Fora da Mostra Competitiva do 46º Festival de Cinema de Gramado, A Chave do Vale Encantado, quarto filme do músico Oswaldo Montenegro, foi exibido na noite dessa quarta-feira no lugar de O Banquete, de Daniela Thomas. A substituição ocorreu por respeito ao luto da família do jornalista Otavio Frias Filho, morto nessa terça-feira. O músico e a equipe já haviam apresentado o longa dentro da Mostra Infantil pela manhã e repetiram a dose para o público à noite.

Baseado na história do livro O Vale Encantado, escrito por Montenegro – que também assina a trilha sonora – o filme corresponde a todos os elementos dos contos infantis popularmente conhecidos como Branca de Neve, Rapunzel, Pinóquio, Robin Hood, Chapeuzinho Vermelho e entre outros, e mistura com outros personagens simbólicos como Papai Noel, por exemplo. O Príncipe Encantado e a Bruxa Malvada também integram esta comunidade, mas a dupla reclama da falta do protagonismo próprio, já que eles repetem sempre o mesmo papel na maioria das histórias. Por causa disso, a dupla se une ao Lobo Mau na tentativa de roubar a chave do Vale Encantado para conhecer a realidade daqueles que sonham com eles diariamente.

Totalmente despretensioso, o filme tem o objetivo de instigar na imaginação das crianças o que fazem os personagens dos contos de fadas enquanto não estão “atuando” em seus sonhos. A franquia Toy Story poderia facilmente servir como referência para este longa já que brinca com a ideia do que fazem os brinquedos ou os personagens de contos infantis enquanto não tem nenhum humano por perto. Com isso, o filme empolga-se em misturar princesas, fadas e seus coadjuvantes em uma montanha onde convivem e possuem seus próprios conflitos.

Definitivamente, A Chave do Vale Encantado dialoga particularmente com crianças por causa da sua ingenuidade e por esta essência não ter sido corrompida. Mesmo quando a história se encaminha para uma tensão, rapidamente consegue trazer o típico final feliz. Segundo Montenegro, A Chave do Vale Encantado é um filme de alegria e de afeto. Ele já havia adiantado que este trabalho foi feito para unir toda a família.

“Se a gente sonha com aquelas figuras, eles, quando dormem, sonham com quem? A gente brincou com estes arquétipos”, explicou.

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