Marina Meliande: “As mulheres querem ser representadas na tela”

Marina dirigiu Mormaço. Foto: Fabio Winter / Pressphoto 

Entre os noves longas brasileiros que participam da Mostra Competitiva do 46º Festival de Cinema de Gramado, apenas duas mulheres assumem o cargo de direção. Marina Meliande, que dirige Mormaço, é uma desta pequena lista, que ainda conta com Daniela Thomas de O Banquete, e comentou que é importante existir espaço para as mulheres em diversas áreas, principalmente no cinema.

“Eu já fui muito esquecida em projetos que era a co-diretora. Não sei se pelo fato de ser mulher. Existem muitas injustiças de pessoas que foram tratadas de forma diferente. Isso tudo tem que ser conversado em todos os âmbitos. Espero que gente não faça mais este tipo de erro, não esquecer o protagonismo feminino. Somos mais da metade da população e queremos ser representadas na tela”, completou.

Aproveitando a oportunidade de ter um filme para chamar de seu, Marina depositou o seu desejo de mesclar tons de ficção e fábula em Mormaço. “O filme começa naturalista e vai ganhando ares de cinema fantástico até chegar no tom de horror. Sempre me interessou mesclar cinema de gênero para falar uma situação que a gente está vivendo”, disse.

“É uma espécie de metáfora a transformação da cidade para ter o impacto na minha protagonista, que de alguma forma se transforma junto com a realidade. Foi a forma que encontrei de trazer sutileza para algo muito duro.”

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