Deadpool

399829.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxDeadpool | Direção: Tim Miller | Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick | Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, T.J. Miller | Gênero: Ação, Comédia | Nacionalidade: Estados Unidos, Canadá | Duração: 1h48min

Não tenho hábito de acompanhar heróis dos quadrinhos. Desde criança, Batman foi o único que me interessou, mas nada que fosse fora de suas estreias nos cinemas. Deapool era um nome desconhecido pra mim, mas despertou a minha curiosidade pelo clima de deboche que percebemos só no seu trailer. E também pelos créditos iniciais que afirmam ser mais um filme de super-herói e eles estão nem aí pra isso.

Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um ex-militar e mercenário, sem pudor, sem qualquer compromisso, incorreto, tagarela e afim de tocar o terror na galera. Mesmo que seja em adolescentes. Mas um pouco desse seu jeito muda, após conhecer a prostituta Vanessa (Morena Baccarin) e sua vida ganhar muito mais graça e sexo. Muito sexo. Porém, tudo vem abaixo quando é diagnosticado com um câncer terminal e como era de se esperar, para não arruinar a vida de quem ele ama, Wade abandona a namorada. Mas calma aí que talvez um sujeito mal encarado com sotaque britânico com nome de alvejante (Ed Skrein) pode ter a solução dos seus problemas. A realidade é que este “Ajax” apenas traz mais problemas ao pobre Wade. A experiência que poderia curar o câncer do protagonista, o destrói ainda mais, sendo incapaz de reaparecer em público e principalmente em voltar a ver a amada. O lado bom? É que ele adquiriu poderes sobre-humanos e irá usar isso para se vingar do cara do alvejante.

Mesmo que seja capaz de matar vários caras em uma perseguição com apenas 12 balas, a grande artimanha de Deadpool é a sua língua afiada afim de falar e ironizar cada momento, cada pessoa e qualquer coisa que esteja por perto. Assumindo que não é um herói, Wade faz das suas piadas, o seu principal poder. Principalmente em fazer a plateia rir. Não que todas as suas tiradas sejam magnificas, mas é ótimo em situações para rir de si mesmo. E o melhor é que a maioria dos personagens também adotam esta abordagem. Aqui destacando a presença da companheira de quarto de Deadpool, Al Cega (Leslie Uggams), a idosa cega e viciada em cocaína. Quem tenta trazer a sanidade ao anti-herói, são os integrantes da Escola xavier, Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand) e Colossus (dublagem de Stefan Kapicic). A dupla quer que Deadpool seja oficialmente um super-herói e se filie a trupe dos X-MEN, mas óbvio que Deadpool não quer nada disso. Ele quer apenas tirar sarro deles e ir para casa.

Por mais que não goste dos trabalhos de Ryan Reynolds, este filme é de longe o seu melhor. Principalmente por interpretar um cara sem escrúpulos e não ser o mocinho bonitinho, Reynolds se sai bem por não se esforçar demais em cena, fazendo com que seja mais do que natural aquele comportamento. O momento em que fica na dúvida se entra na briga com uma mulher, vem na sua consciência se é ou não machismo, é mais um dos motivos que Deadpool tenta ser uma pessoa ética, mas este não é o seu forte. Misturando ação e comédia, Deadpool pode ser carregado dos mais clichês dos longas de super-heróis, mas por por ser assim, ele se destaca por fazer da bagacerice, a arma contra o nosso tédio.

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