The Doors (1990)

tumblr_inline_n0usoeedtW1qf2gibAnos 60. A ascensão de Jim Morrison, vocalista da banda de rock The Doors. Em meio ao sucesso e o uso indiscriminado de drogas, Morrison se relaciona com Pamela Courson e com a jornalista Patricia Kennealy, uma mulher mais velha que adota o sadomasoquismo. Fonte: AdoroCinema

Sempre tive um desgosto enorme pela banda The Doors, mais precisamente com Jim Morrison. Achava entediante só de ouvir o nome. E ouvir alguma música era como se estivesse esperando pela morte. Enfim, com o filme dirigido por Oliver Stone tinha esperanças de ter no mínimo, alguma empatia com a banda. Mera ilusão. Hoje em dia, com o escasso de casos de ídolos envolvidos em escândalos com drogas, a impressão que fica é que vamos assistir mais do mesmo. E é precisamente isso.

O filme inicia com duas pequenas introduções. A primeira é de Jim Morrison (Val Kimmer) ainda criança e presencia um acidente de carro. O que acaba o traumatizando pela vida toda, tendo visões a todo instante desse fato. Aí pulamos para adolescencia de Morrison quando estuda Cinema na California. E partir daí são alguns passos para montar a banda e virar o ídolo da garotada. As drogas estão presentes a todo momento no enredo. Tendo as clássicas cenas onde todos estão entorpecidos e ficam falando besteiras no meio do nada. O que me incomoda é que a abordagem narrativa continua a mesma. Não há um diferencial quando há necessidade de nos relatar a vida de um artista rebelde do passado. É aquela soma de namorada, sucesso, drogas, sexo com todo mundo, escândalos, decadência, arrependimento, mais drogas e por fim, a morte.

Apesar dos meus pesares, achei que Val Kimmer está perfeito como Jim Morrison. Além da caracterização, que ajuda muito, sua personalidade, seus gestos me fazem crer que o líder do The Doors está ali, vivo de novo. (para minha infelicidade). Uma supresa é a participação de Meg Ryan, no papel do primeiro e último amor de Morrison, Pam. Ela é a coitada que tem que suportar o ego e as manias do namorado famoso que está se deliciando com o amor de todos em sua volta. Infelizmente acaba tão trágica quanto ele. Resumindo, não acho o filme ruim. Apenas chegou tarde demais em minhas mãos. Portanto, não deixo de indica-lo para fãs da banda. Ou melhor dizendo, do próprio Jim, afinal o longa leva o nome da banda, mas a história central é do poético sex simbol dos anos 60.

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