A Culpa é das Estrelas (The Fault in our Stars)

tumblr_inline_nbk91cyptC1qf2gibDiagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters, um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro. Fonte: Adoro Cinema

Se você quer investir no cinema atualmente, dramas adolescentes são sempre uma ótima pedida. E quando ele já vem com uma carga emocional forte, pode ter certeza que você sairá milionário na empreitada. Brincadeiras a parte, A Culpa é das Estrelas pode parecer só mais uma historinha romântica para os mais incrédulos. Porém, não tirando a razão deles, gostaria de acrescentar que a história baseada no livro de mesmo nome de John Green, não é só mais um rostinho bonito na telona. Ela realmente tem fundamentos, como diria alguns parentes mais grossos.

A história começa pelo básico: Hazel (Shailene Woodley) e Gus (Ansel Elgort) se conhecem em uma reunião de apoio à crianças e adolescentes com câncer. E no primeiro encontro de ambos é “afinidade” à primeira vista. É fantasioso demais sair tagarelando sobre a vida e indo ver um filme na casa de um estranho logo quando o conhece, mas é ficção, então tá permitido sonhar.

Engana-se quem acha que os dois começam um romance logo no início do rolo. Primeiramente se tornam amigos acima de tudo, pois o mundo não é uma fábrica de realização de desejos. Obviamente que um flerte rola aqui e acolá, o que é inevitável entre dois adolescentes. Ainda mais com o diálogo e a química que transparece entre Hazel e Gus, você fica sedento por mais e mais que até te dará vontade de sentar e papear com eles. Pois, apesar da pouca idade, o casal é muito amadurecido, em parte por causa da doença o que realmente faz as pessoas evoluírem em vários aspectos. Ela está mais do que conformada que está morrendo e quanto menos pessoas sofrerem com isso, melhor. Ele, apesar de ter uma perna mecânica é tão otimista, cheio de metáforas e de boas intenções, que você nem se lembra pelo o que estava reclamando a dois minutos atrás.

Enfim, como disse anteriormente, tá permitido sonhar. E como a trama é envolta de um casal que são umas “granadas”, tudo é possível acontecer pois estamos aproveitando a vida ao máximo que ela permite. E quando digo aproveitar, realmente é para ficar marcado.

Josh Boone dirige o filme de forma que ele constrói uma produção que não foi feito para a gurizada apenas assistir, mas também para sentir muita coisa. Não ficamos entediados. Não rimos tanto quanto iremos chorar, mas ótimos momentos acontecem para que a vida de cada um tenha valido a pena.

Espero não estragar a expectativa de ninguém, mas você sabe que alguém não vai ficar até os créditos finais, né? E como já sabia quem era, a minha ansiedade pelas cenas de fortes emoções era enorme, afinal sou uma pessoa masoquista e amo me atirar no chão com dramas. E como a doença chega discretamente até o momento que realmente te pega de surpresa e te destrói, A Culpa é das Estrelas faz o mesmo com o espectador.

É impossível falar só de Shailene Woodley sem botar Ansel Elgort logo do lado. Um não existe sem o outro na tela. Os dois se completam e preenchem um pouco do que faltavam em sua vida. Não sendo um romancezinho para não passar em vão a juventude, mas o companheirismo para não passar sozinho por esta luta. Shailene compõe um personagem inteligente, assim como sua persona. Ela é decidida e não aceita mimimi de ninguém. Ansel é mais um príncipe encantado no qual vamos ficar frustadas (guilty) por não existir nem a sombra de Augustus Waters na vida real.

Uma grande surpresa é a presença de Willem Dafoe no papel do escritor Peter Van Houten que é basicamente um ídolo de Hazel. Ele é o autor de um livro no qual a garota encontra toda a força que precisa. Tornando Uma Aflição Imperial praticamente uma bíblia. A presença de Defoe traz toda o balde de água fria na fantasia do casal que só queriam respostas sobre o único livro do autor, que desde então, nunca mais quis saber de escrever. Motivos que você descobrirá nas entrelinhas, junto com a personagem de Woodley.

A Culpa é das Estrelas está longe de ser superficial. Acrescenta valores que há muito tempo não aparecia em histórias juvenis. E mesmo com as constantes “granadas” é uma honra ter o coração partido por este filme. Ok?

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